“Viciado em trabalho”, André Marinho abre o jogo sobre carreira, planos e “retorno” à vida de youtuber

“Viciado em trabalho”, André Marinho abre o jogo sobre carreira, planos e “retorno” à vida de youtuber

Um dos mais talentosos e carismáticos pagodeiros da atualidade, o cantor André Marinho abriu o coração em um bate-papo exclusivo com o portal Samba & Pagode para falar sobre vida pessoal, os desafios da carreira solo, o retorno do programa Acesso Livre na internet e, claro, trabalho. Aliás, muito trabalho!

“Viciado” em trabalhar, como o próprio se auto-intitula, André Marinho está no meio musical há muito tempo. Ex-vocalista dos grupos Br’Oz (de 2003 a 2005) e Cupim na Mesa (2008 a 2012), o cantor, atualmente com 39 anos de idade, é praticamente um homem-multimídia. Apresentador dos programas Quem Sabe Clica e Fala aí, ambos da TV da Gente, do sambista Netinho de Paula, ele não pode ver um desafio que se arrisca. Querido por todos no gênero, André esbanja carisma também durante a nossa entrevista.

Samba & Pagode: Como está a vida do André Marinho hoje?

André Marinho: Eu sou um viciado em trabalho. Até brinco nas redes dizendo que sou um operário da música (risos). Isso não vai parar nunca. Mas estou numa fase bem tranquila, num momento muito especial. Cuidando da família e me divertindo com o crescimento do Lucas (6 anos) e da Luna (1 ano e 4 meses). Eu amo ser Pai.

S&P: Qual o pensamento do cantor André para o futuro? CD novo, seguir na carreira solo, manter a ideia paralela do Br’oz, Sonho em voltar com o Cupim?

AM: Sigo na carreira solo. Estou gravando novas músicas com o mestre Prateado e com o apadrinhamento do meu irmão Thiaguinho. Já já a galera vai poder conferir nas Plataformas Digitais. O Br’oz se juntou pra matar saudade dos amigos e do público específico que sempre vibrou com a gente. Não é fácil reunir a galera pra fazer as coisas toda hora. Mas vamos ajustando.

S&P: Como é viver de música hoje?

AM: O mercado é bem inflado, o artista tem que se reinventar a todo instante. Eu procuro manter a originalidade do que sou, do que eu gosto, e vou colocando elementos pra somar. Graças à Deus eu tenho colocado o bloco na rua por esse país a fora e tem dado tudo certo. Agradeço aos fãs e contratantes que tornam isso possível.

S&P: O gênero (samba/pagode) está voltando a ter a força de antes? O que temos de diferente hoje que pode fazer com que o movimento se fortaleça ainda mais?

AM:O Samba é fortalecido pelo povo, ganha força nas ruas. O Pagode é firmado na palma da mão, com cavaco, tantã e pandeiro. Temos grandes cantores, grandes compositores, grandes grupos, e grandes produtores. É deixar cada um fazer o melhor dentro da sua área. Não tem erro. Em qualquer esquina o nosso samba continua ecoando. Normal os altos e baixos, um sumiço de certas mídias, mas enquanto houver o povo, o samba estará forte.

S&P: Faltam reality show para revelar novos talentos do samba? Tipo os que tínhamos com o Netinho?

AM: Esses programas de fato ajudam a dar visibilidade. Seria importante esse filtro. Faz falta sim. Agora, vale ressaltar, que hoje temos a Internet, que faz um pouco esse papel. Inúmeros artistas estão sendo descobertos pelo povo, através da grande rede.

S&P: Como aproveitarmos mais os talentos desconhecidos dentro da música?

AM: Tem muita gente fazendo bons trabalhosos pelo Brasil a fora, mas não tem como todos acontecerem ao mesmo tempo. Um processo natural de aceitação, investimento e escolha, vai rolando. Sempre pinta alguém novo. O lance é cada artista continuar fazendo o seu melhor, com originalidade. Divulgar para os amigos, vizinhos, conquistar o bairro, a cidade, colocar na Internet um bom material, nas webradios e por aí a fora, e naturalmente a oportunidade vai chegar.

S&P: O que você acha da onda forte de páginas e perfis nas redes sociais que exaltam o samba?

AM: Acho incrível! Fortalece cada vez mais o samba. Rola um acervo pra galera estudar, entrevistas motivadoras, puxões de orelha, alertas sobre caminhos importantes, e boas músicas que acabam tendo mais visibilidade dentro do público específico que segue estas páginas.

S&P: Volta do acesso livre? Porque você parou e por que decidiu retornar às atividades?

AM: Estou voltando com o programa. Eu criei o mesmo com a ideia de dar visibilidade aos compositores, produtores, mostrando as histórias por trás de cada artista e de cada música. Essa sempre foi a base do Acesso Livre. Eu, como artista, tive um momento importante de transição da carreira, e acabei ficando sem tempo para dar sequência. Fiquei mais na carreira musical quando voltei a morar no Rio, mas eu sou um cara da comunicação, está na veia. Já apresentei vários programas, tive revista de samba, é isso seguiu gritando aqui dentro. A galera nas ruas sempre me pediu pra voltar. Agora que as coisas estão bem organizaras, eu resolvi voltar a gravar. Vem muitas entrevistas legais, sempre com aquela maneira descontraída, que virou marca do programa.

Assista no vídeo abaixo o clipe da música Eu tô pronto, a última divulgada pelo cantor:

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Luiz Teixeira
Luiz Teixeira 289 posts

Luiz Teixeira, 29 anos, é formado em jornalismo, com especialização em produção e apresentação de telejornal, pela Universidade Anhembi Morumbi no ano de 2009. Trabalha desde 2007 na área e atualmente é repórter da Rádio Band News FM, de São Paulo. Natural de Taboão da Serra-SP, criou o site Samba & Pagode depois de um papo entre amigos do meio musical, assessores de imprensa, cantores e músicos. Viva o Samba!

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