Almir Guineto morre aos 70 anos de idade no Rio de Janeiro

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O sambista Almir Guineto morreu na manhã desta sexta-feira (5), ao 70 anos de idade, no Rio de Janeiro, após complicações de problemas renais crônicos e diabetes. Um dos fundadores do Fundo de Quintal, ele estava em tratamento no Hospital Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A família do cantor agradeceu pelas orações e o carinho de todos os fãs e admiradores através de uma rede social. As informações sobre o velório e o sepultamento ainda não foram divulgadas.

“Comunicamos com pesar o falecimento do sambista Almir Guineto, na manhã desta sexta-feira (5), no Rio de Janeiro, em decorrência de complicações trazidas por problemas renais crônicos e diabetes. A família do cantor agradece pelas orações e o carinho de todos os fãs e admiradores. As informações sobre o velório e o sepultamento serão divulgadas em breve”, diz o comunicado.

Nos últimos 15 meses, Almir Guineto lutava contra problemas renais crônicos, o que o impossibilitou de assumir compromissos em shows e apresentações.

O perfil oficial do cantor no Twitter e no Facebook divulgou uma nota de pesar confirmando o falecimento:

Almir Guineto na história do samba:

Um dos maiores nomes da história do samba, Almir Guineto foi o responsável por introduziu o banjo, com afinação de cavaquinho, dentro do mais popular gênero musical. Tijucano, o sambista viveu no Morro do Salgueiro até 1970. Ali aprendeu a gostar de samba, a tocar instrumentos, e passou a venerar o pavilhão da Acadêmicos do Salgueiro. Depois, passou a evitar o morro, que o trazia “lembranças ruins”, onde um de seus filhos foi assassinado.

Filho do Seu Iraci Serra, que era um dos maiores violinistas do samba em seu tempo, Almir Guineto sempre foi referência na cena. Com o amigo Mussum, o compositor integrou o grupo Originais do Samba a partir de 1969. Mas o banjo de Guineto ganharia eco nas rodas do Cacique de Ramos, nos anos 1970, aliado ao tantã e ao repique de mão. E foi nas históricas reuniões que aconteciam debaixo da famosa tamarindeira que se tornou Cacique ídolo de jovens como Arlindo Cruz, a quem ensinou a tocar banho, e Zeca Pagodinho.

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